sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Top 10


Na verdade aqui seria um top 100 0u 1000. São muitas músicas, muitas emoções, muitas aventuras, risadas e lágrimas. Música para dançar, celebrar, mas principalmente, música pra viver.

Por onde andei - Nando Reis


Outro lugar – Milton Nascimento


Lema – Ney Matogrosso


Resposta – Skank


Jorge de Capadócia – Jorge Ben Jor


Chica da Silva – Jorge Ben Jor


Perdido de amor – Timbalada 
A versão aqui é do Edson Gomes. O Timbalada não disponibiliza vídeos para incorporação na rede.



Sexual Helling – Marvin Gaye

Onde a dor não tem razão – Paulinho da Viola


I was born to love you - Queen

Música de amigo, para os amigos e com os amigos.

Se me perguntarem que tipo de música eu gosto, respondo sem pensar: gosto de samba. É a música que curto junto com meus amigos, onde sentamos pra tomar umas e outras, rir, conversar e principalmente reafirmar nossa amizade. Samba remete a felicidade, descontração e alto astral. Quer companhia melhor?
Da velha guarda aos herdeiros dos bambas, meu MP3 toca tudo. Só não gosto desses grupos travestidos que tocam um lixo que eles ousam afirmar que é samba. Desses passo longe.
Gosto de Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Alcione, Paulinho da Viola, Fundo de Quintal, Diogo Nogueira, Mart´nália, Arlindo Cruz, Marisa Monte com a velha Guarda da Portela. Ouço tudo, gosto do que é bom.






Nós, os viajantes, na Praia de Copacabana no Ano Novo. Acreditem é o maior programa de índio que já participei, mas lembra o que eu falei ainda há pouco? Os amigos tornam tudo melhor e mais divertido. Mart'nália fez o show e nos divertimos pra valer!


Shows inesquecíveis


Iron Maden, 2009, o show atrasou 15 minutos, o vocalista da banda, Bruce Dickson, que é piloto de aviões de carreira e dirigiu o Boeing que trouxe o grupo para a América Latina, pediu desculpas pelo atraso. Um verdadeiro lorde, como todo bom inglês. O show tinha pirotecnia, efeitos especiais e um boneco enorme que desfilava pelo palco enquanto a banda  tocava. MARAVILHOSO!!!


 Engenheiros do Hawaii, 1990, a primeira vez que eles estiveram em Teresina. Era fã dos caras, cantei todas as músicas. Lembro que fui ao show com o namorado da vez e ele se recusou a descer pra ir para a frente do palco. Dei um beijo nele e falei: "Então tá, no final do show a gente se vê."
Preciso falar mais alguma coisa?

A banda, o ídolo e a fã



Era fã dos caras, do tipo que colecionava tudo que saia, tive todos os LP e depois os CDs. Tinha uma pasta com tudo que saia na imprensa sobre eles. Cheguei a esperá-los no aeroporto de Teresina quando eles foram tocar pela primeira vez lá. De presente ganhei o autógrafo da banda inteira, na capa do LP o Papa é Pop, e lá se vão vinte anos. Adorava as músicas, as citações de Sartre, as divagações filosóficas, mas principalmente o desprezo que a banda tinha pela imprensa que não cansava de criticá-los a cada disco lançado. Penso que Humberto Gessinger, Carlos Maltz e Augusto Licks eram adeptos do Falem bem ou falem mal, falem de mim. Eles chegaram a ser escolhidos pelo voto popular como a melhor banda e a pior pelo voto da crítica, numa votação anual da revista BIZZ, uma publicação mensal que falava só de música. Era tudo muito bom, divertido e com um pouco de ingenuidade.
O tempo passou, fiquei adulta, a banda se dissolveu, encontrei outros ídolos e o Humberto Gessinger engordou (aff!!) mas qual não foi minha surpresa um dia na sala de espera do aeroporto de Brasília ao me sentar ao lado de um senhor de cabelo comprido e acima do peso e vagamente familiar. De repente o homem começou a falar e meu coração disparou, meu DEUS! Era o Humberto Gessinger em pessoa falando sobre música com um amigo. E agora? Peço ou não peço uma foto? Ele falando e meu coração trovejando. Por fim, criei coragem, me virei, pedi licença e perguntei: Você é o Humberto do Engenheiro, não é? Ele só balançou a cabeça afirmativamete, e eu falei o quanto era fã, que colecionei tudo que eles fizeram, blá, blá, blá e por fim, pedi a foto que ele educadamente tirou comigo junto com minha sobrinha. Olha ela aí. E por fim uma música nada óbvia dos caras, mas aqui ele canta com a filha deles


Eu e meu LP autografado dos Engenheiros do Hawaii, artefato caro, viu? Não vendo não troco, não dou.





Música de formatura

Uma vez li uma entrevista da Adriane Galisteu dizendo que uma das poucas coisas de que ela sente falta é de não ter feito faculdade, não pelo diploma superior, mas pelas amizades e histórias que teria pra contar dos tempos de faculdade, na época, eu ainda fazia Pedagogia e fiz uma busca dos amigos e aventuras vividos naqueles tempos e sou obrigada a concordar com a Adriane: foi uma época divertida, escassa de grana (fiz facu particular, pense a mensalidade, afff!!!), correria e cansaço, que no final valeu a pena. Formei com tudo que tinha direito e mais um pouco. Fiz amigos que ainda tenho contato e aprendi muito.
O engraçado é que adoro formaturas, acho muito mais legal que casamento, sempre chorava quando ia à dos amigos, principalmente a cerimônia de colação de grau. Na minha, não foi diferente, chorei, ri, gritei, fiz tudo que era permitido, eu me cerquei de pessoas queridas e que me amavam.  O Rappa transformou em palavras todas as minhas angustias e alegrias vividos na UCB. Pescador de Ilusões e Mar de gente, são as músicas temas dos anos de faculdade. Mar de gente foi a música que tocou quando a cerimônia terminou. Pescador de Ilusões foi a música do clip que fizemos para homenagear as formandas. Fiz questão também que tocassem no baile, todo mundo cantou junto, emoção total. Quando Falcão gritava: Valeu a pena, valeu a pena, eu gritava de volta: Sim tudo valeu a pena. 


Carnaval, uma paixão



Se alguém me dissesse que em 2008 eu estaria no carnaval da Bahia eu riria e diria que sim, afinal, conhecer os três carnavais mais famosos do Brasil, são viagens que constam na minha lista de coisas a fazer antes de morrer. Fui e foi uma das aventuras mais impressionantes da minha vida!!! A Bahia é uma experiência antropológica literal. 
Pobreza e riqueza estão lado a lado, bonito e feio, alegria e tristeza também. Conto para as pessoas que estou marcada com esta experiência até hoje. A Bahia é um caldeirão de contrastes, brancos de um lado negros de outro, em nenhum lugar onde já fui esse abismo racial é tão grande como lá. E isso foi uma coisa que bateu profundamente em mim. E ter estado três vezes lá ainda não banalizou meu olhar, ainda dói profundamente. E isto ficou mais impresso em mim, depois de ter visto o bloco do Chiclete com Banana em Barra/Ondina. O bloco era simplesmente branco e a corda e a pipoca inversamente negra, numa palavra, choquei!!!!
Mas longe de se sentirem tristes os baianos são alegres por excelência, educado e claro, festeiro, por que de outra maneira ele faria semanas de festas para receber o carnaval e absolutamente barbarizar na folia? A canção de Caetano cabe perfeitamente aqui: “A Bahia tem um jeito...” e que jeito.
Após três carnavais já posso dizer que sou escolada e quase local quando o assunto é folia.
Então, a primeira coisa que você deve saber quando for à Bahia no carnaval é:
-Visitante na Bahia no carnaval não é turista é folião.
Nem pense que dá pra fazer as duas coisas porque não dá, ou você pula ou vai passear, ademais nas festas todos os monumentos estão fechados ou cobertos por tapumes para não haver depredamento ou pior, pro povo não fazer xixi nas paredes, sim, meus caros amigos, no carnaval Salvador vira um banheiro (argh!)! a céu aberto. E não adianta as centenas de pipimóveis, todo mundo mija (leia-se os marmanjos) em qualquer lugar. Mas não se preocupem, eles são craques na festa, na quarta-feira de cinzas tudo começa a voltar ao normal, mesmo durante as festas as ruas são lavadas com sabão e desinfetante e pela manhã o lixo da noite anterior já foi recolhido. 
Quer ir? Vá. Mas de coração aberto. E lembre-se o primeiro carnaval a gente nunca esquece, é uma prova de fogo, é nele que você vai decidir se ama ou odeia a festa e lhe digo, não há meio termo ou você vai amar ou simplesmente odiar. Se odiar não volta nunca mais, mas se amar não quer nem saber voltará outras vezes, de preferência todos os anos.
Olha nós em pleno sábado, 13 de fevereiro de 2010 no Bloco Cerveja e Cia com a Ivete Sangalo cantando O lobo mau. Tuuudo de bom!!!!



A música do primeiro amor

Ele tinha 25 e eu 16, pra completar éramos primos em primeiro grau, escandalo completo na família. Mas enquanto éramos alvos de fofoca, tudo que queríamos era um lugar sossegado pra namorar, conversar e ouvir nossas músicas preferidas. E posso dizer que foram muitas, mas nenhuma marcou tanto quanto Amor Perfeito na voz de Roberto Carlos, ela era o resumo do nosso amor: Eu morando em Teresina, ele em Fortaleza. Cada um com suas responsabilidades e uma vida pra levar. Nosso namoro se dava por cartas, telefonemas e músicas que ouvíamos e que mandávamos um para o outro e visitas nos feriados, fins de semana e férias. Amor perfeito foi escolhida porque é a música que eu ouvia quando me despedi dele a primeira vez. Eu, dentro do ônibus, olhando pra janela, chovia e a água escorrendo pelo vidro, era impossível não chorar. Eu contava os dias e as horas prara reencontrá-lo novamente. Ainda hoje, quando ouço, meu peito aperta e uma saudade de tudo que vivi me cutuca.Pena que depois ela foi regravada por outros artistas que nem sempre souberam deixar a parte romantica sobressair. Mas também penso que é o tempo de cada um, quantas pessoas não foram tocadas por essa música na voz de Claudia Leite ou Chiclete com Banana? E então me digam: o amor é ou não é LINDOOOO!!!! Pra mim ele é maravilhoso.