A Sopa é uma
música da dupla Palavra Cantada, feita para os pequenos do Maternal e Primeiro e Segundo Período. Ela trabalha a
alimentação saudável e apresenta às crianças novos vegetais e animais que
talvez muitas delas nunca ouviram falar.
Mas pode ser
também usada para uma apresentação para os pequenos em qualquer
evento da escola. De marcação fácil e letra divertida A sopa pode virar um
sucesso e seus alunos considerados gênios da música. É só assistir a
apresentação ao vivo e ver os materiais usados: colheres de pau, pratos,
garfos, pequenos pandeiros e panelas, enfim! Mesmo você que nunca tocou uma
caixa de fósforo vai saber tocar a canção!
Música
lindíssima,cantada pela dupla Palavra Cantada que se presta de sobremaneira ao enriquecimento e complementação dos estudos acerca do Descobrimento do Brasil e a descoberta curiosa de outro nome que o nosso país já teve: Pindorama!
Significado de
Pindorama
Terra das
Palmeiras, derivada do Tupy-Guarani, seria o nome que os nativos chamavam as
terras brasileiras quando do descobrimento pelas Naus Portuguesas comandadas
por Pedro Alvares Cabral.
É um bolerão do mais sem vergonha, mas a letra é linda e se presta de sobremaneira para fechar um ciclo!
Latin Lover Composição: João Bosco & Aldir Blanc
Nos dissemos que o começo é sempre, sempre inesquecível, e, no entanto, meu amor, que coisa incrível, esqueci nosso começo inesquecível. Mas me lembro de uma noite sua mãe tinha saído, me falaste de um sinal adquirido numa queda de patins em Paquetá: mostra... doeu?... ainda dói?... A voz mais rouca, e os beijos, cometas percorrendo o céu da boca... As lembranças acompanham até o fim um latin lover, que hoje morre, sem revólver, sem ciúmes, sem remédio, de tédio.
O artista no
geral é um ser cheio de dores, alegrias e sua cabeça fervilha. E no geral também
precisa de um catalisador para que tanto suas idéias como seu talento apareça. Cadillac
Records é um filme que conta a história de um homem que foi esse catalisador
para muitos artistas negros na América dos anos cinqüenta: Leonard Chess.
Lenny, como
era conhecido, era polonês e tinha uma boate o Macomba, no meio do bairro negro
de Chicago; acolhia músicos de blues e várias vertentes, mas seu sonho mesmo
era abrir uma gravadora. Conseguiu em 1950 ao inaugurar a Chess Records e por
suas portas passaram artistas que fizeram histórias e lendas do blues americano
e engatinhavam no que seria o nosso bom e velho rock and roll.
O filme conta
a historias de várias dessas lendas: Muddy Waters, Little Walter, Howlin’ Wolf,
Chuck Berry e Etta James, entre outros. Entre sucessos, gravações, cigarros,
mulheres a rodo e maluquices Cadillac Records faz uma linha do tempo e mostra
como era um artista negro fazer sucesso, suas dores, maluquices, desejos e vida
atrás dos bastidores. Lenny era pragmático o suficiente pra saber que aquela música
desprezada pelos brancos tinha tudo pra estourar e gente ávida para consumir. Acredito
que ele foi um dos primeiros produtores musicais a fazer uso do jabá, sem culpa
nenhuma. A cena em questão é hilária: mostra a indignação de sua sócia e a cara
assustada do Muddy. Não precisa dizer que ele perdeu a sócia nesse mesmo dia,
mas a música de Muddy tocou e foi parar na parada da Bilboard.
É bacana, mas
ao mesmo tempo triste ver como talentos surgiam e se perdiam para drogas, álcool,
mulheres e jogo. Uma cena é pontual nisso: quando Lenny fala para Etta James,
sobre cantar e viver o blues. Duas coisas bem diferentes. E mostra para ela a
diferença de posturas dos cantores que viviam conforme essa crença. Etta, além
de cantar vivia todas as dores do blues na própria carne.
E há Chuck Berry,
um cantor super talentoso que não comia em lanchonetes de brancos, não dormia
em hotéis de brancos, não bebia, não fumava, e foi um dos artistas que por onde
se apresentava a segregação deixava de existir, pelo menos enquanto ele estava
no palco. Chuck adorava menininhas, de preferência brancas, esse era seu “vício”.
Por causa disso amargou cinco anos de cadeia. No filme, pelo pouco que se vê,
Chuck merecia uma produção só dele.
Como tudo que é
bom, a festa não dura para sempre e chega uma hora que é preciso acender a luz
e ir para casa. O final é quase melancólico, mas Cadillac Records é um filme
imperdível para quem quer conhecer um pouquinho da grande influencia do blues e
de seus percussores.
Não quer assistir
ao filme? Ouça a trilha sonora, vale muito à pena!!
Em 1998, minha
vida era uma mistura de novidade e porcaria. Tinha acabado de ser efetivada na
Secretária de Educação, fazia faculdade e pela primeira vez em muito tempo via
que o chão sobre os meus pés não tremia, pelo menos financeira e
profissionalmente. Mas ao mesmo tempo minha vida pessoal e sentimental estava
uma droga. Gostava de um cara que nem sabia que eu existia, minha auto-estima
estava arrastando no chão e tinha engordado horrores. Enfim, subir no banquinho
e pular era fácil. Mas, embora minha alma estivesse em frangalhos nunca fui de
desistir e todos os dias eu levantava, tomava meu banho, me arrumava, ia
trabalhar e no final do dia, aula. E foi exatamente na faculdade que encontrei o
que eu precisava pra colocar, se não minha vida, pelo menos minhas emoções
e meu interior nos eixos.
Um belo dia,
encostada na mureta em frente à sala de aula, vi uma colega sair de uma sala
que ficava em frente a minha, ela parou, nós conversamos e curiosa perguntei de onde ela vinha. Minha colega me explicou que ali era o setor de
psicologia da faculdade e que os alunos tinham atendimento gratuito, caso
quisessem fazer terapia. Não pensei duas vezes; entrei e marquei uma hora, a
sessão ficou marcada pra dali uma semana e esperei ansiosamente. No dia
marcado, lá estava eu e minha ansiedade foi vencida por minha surpresa ao ver o
psicólogo, que numa palavra era um GATO!!! rsrsrsr Passado a surpresa inicial
começamos a conversar, quer dizer, eu falava ele escutava e foi assim em todas
as sessões.
Aprendi muito
com o Celso, ele como eu era direto e não mandava dizer. Parecíamos dois homens
da caverna discutindo a relação; e foi ali, sentada e olhando para aquele homem
lindo que descobri muito de mim, impus limites à família e finalmente fechei a
porta (literalmente) do meu quarto quando queria um pouco de privacidade. Comecei
aprendendo a dizer não e o mais importante de tudo: virei mulher, um ser
feminino com desejos, vontades e características próprias. A primeira vez que
me maquiei e saí na rua às três da tarde com rímel, lápis, sombra e batom tinha
a sensação que todo mundo me olhava. Foi um sentimento horrível, mas ao mesmo
tempo libertador.
Foi na terapia
que vi o quanto era especial em ser filha única no meio de quatro homens, de
ter um guarda roupa e um canto só pra mim.
Mas faltava
uma coisa; eu sempre fui grandona e meio desajeitada, sempre fiz esportes de
força e velocidade, handebol, natação, capoeira. Não era nem um pouco feminina.
Resolvi que queria dançar e comecei a procurar uma dança que eu gostasse e
sentisse afinidade. Me encontrei na dança do ventre e ela me suavizou. Lembro que a
professora perguntou para todas as meninas na primeira aula, por que
elas haviam escolhido a dança do ventre; muitas responderam porque era uma
dança bonita e sensual, outras para impressionar maridos e namorados, algumas
por indicação médica e eu calada no meu canto. Ela então se virou, olhou pra
mim e perguntou:
− E você, por
que você está aqui?
No que eu
respondi:
− Eu sempre
fui grande e desajeitada e não me acho feminina, eu acredito que a dança do
ventre vai me dar uma leveza que não tenho e me tornar mais mulher.
Ela sorriu e
disse: − Você está no lugar certo e pelas razões corretas.
O resto é
história! Era uma delícia se arrumar pra ir pra aula. Emagreci, aprendi a me
maquiar, arranjei um namorado na academia, conheci um monte de gente, aprendi
uns passos básicos e de quebra fui me transformando na mulher que sou hoje.
Um caso a parte nisso tudo eram as músicas que dançávamos, lindas, maravilhosas. Cada uma com uma característica diferente e para cada ocasião um som diferente. Tenho vários cds, dvs e até fitas em VHS! Ainda hoje ouço e saio dançando pela casa. Não
virei uma bailarina, mas, conheço os movimentos e muitos artistas da cena
árabe. Entre elas, uma bailarina maravilhosa chamada Soraia Zaied. Se fosse pra
ser alguém diferente de mim, queria ser ela.
Uma
das características da Soraia é que ela sempre dança de sapatos altos. A única
concessão feita a isso são as músicas folclóricas onde a bailarina
obrigatoriamente dança descalça. Ela é tão famosa e competente na cena árabe e
de dança do ventre que o cantor e compositor Tony Mouzayek, fez uma música em
sua homenagem chamada Dança para Soraia Zaied. Ela ainda foi capa de três cds
do cantor.
Soraia
reside agora no Egito, onde está casada e tem um show permanente em um hotel 5 Estrelas
da cidade do Cairo.
No
vídeo, ela dança uma modalidade chamada Derback; caracterizada pelos solos de
percussão, movimentos rápidos e muitas quebras de quadril. Lindo de se vê,
fôlego de maratonista pra dançar.
As opções que faço muitas vezes se voltam contra mim, não de maneira negativa, mas de como ela é vista pelas outras pessoas. Tenho dificuldades por exemplo de cumprir promessas que faço para mim ou em prol de algo que já me prejudicou. Ultimamente brigo muito comigo por querer algo que me é proibido, mas não menos desejado. Queria poder fazer acontecer, mas infelizmente não depende apenas de mim.
O que me consola é que tudo que penso, sinto e elaboro dentro de mim, são apenas conjecturas, sei que talvez o bom seja apenas dentro de mim mesma. Pode acontecer exatamente o contrário: ser ruim, desagradável ou perigoso. Entretanto, dentro de mim uma vozinha diz que eu não posso estar errada quanto ao que sinto. Afinal, todo mulher não tem sexto sentido? E o pior que o meu funciona e bem! Por isso, ao ouvir Marina Lima cantando essa música, me permiti pelo tempo que ela durou fantasiar que podia dar certo e que tudo ficaria bem. Uma pena que durou apenas 3:45, mas não tirou a magia de e se...
Primeira coisa
que minha mãe falou quando Elba adentrou o palco: Pensei que ela fosse maior!
Eu pelo contrário fiquei matutando como a rainha do forró iria cantar dentro de
um teatro e como seria a dinâmica do show. Foi preciso minha amiga me dizer que
o show era um projeto acústico e feito especialmente para ambientes intimistas
como o teatro.
Elba, apesar de
sua pouca estatura é grandiosa e gigantesca. Com cabelos cacheados brilhantes e
sedutores, um corpo impecável, um par de pernas de dar inveja ela enfeitiçou a
platéia. Não pensem que o show foi banquinho e violão; acompanhada por quatro
músicos: um guitarrista/baixista, um baterista/percussionista, um zabumbeiro
showman e um sanfoneiro liiindo, ela mostrou que acústico era só mais uma maneira de mostrar como se faz música boa!!
O show foi um
arraso e Elba era só simpatia. Cantou, dançou, chaleirou os músicos e deixou
todo mundo a vontade. E não se intimidou com o espaço reduzido descendo do
palco e cantando perto da platéia. O set-list era perfeito, misturando seu forró
esfuziante com suas baladas mais lindas. Um dos momentos mais emocionante foi a
hora em que ela cantou Accioly Neto. Pura sedução para dançar agarradinho e
pensar no tanto que é bom um forró de qualidade.
Elba é
extremamente generosa com seus músicos e eles retribuem essa confiança com
arranjos simples, mas maravilhosos, que aliados a voz dela são uma delícia de
se ouvir, ela levantou a platéia e fez todo mundo cantar e gritar.
Sem falar em
Cezinha que além de ser um gato é um ás no acordeon. Se não achamos a sanfona
sexy é porque não ouvimos o moço tocar e cantar com uma voz macia e preguiçosa
que faz a gente pensar bobagens. Verdade
que ele é o namorado da vez e produtor dos discos mais recentes, mas isso não
impediu a platéia feminina morrer de gritar o nome dele (inclusive minha mãe!)
e Elba extremamente cuidadosa com o que é seu, mijando ao redor e demarcando
território.
Gravei dois momentos do show e achei um
desperdício deixar isso guardado. A qualidade não é muito boa, mas a música
anima qualquer um. Lembra que eu falei que o zabumbeiro era um showman? Olha a
canja que ele deu.